Cairoli e Herlings ampliam liderança no Mundial de Motocross

Archer R

Borracha no passado. Cairoli venceu as duas baterias da décima etapa, contraste em relação a 2012 quando deixou a Suécia sem somar pontos.

Antônio Cairoli venceu o Grande Prêmio da Suécia na categoria MX1. A décima etapa do Mundial de Motocross ocorreu ontem, 30 de junho, em Uddevalla, onde Cairoli conquistou as duas baterias, totalizando seis vitórias gerais na temporada. Na MX2 Jeffrey Herlings manteve o reinado: décima vitória geral em dez etapas.

O sol tomou o lugar das nuvens neste domingo. A pista seca e o traçado enlameado do dia anterior resultaram em mais cavas. Consequentemente, havia maior variedade de linhas no percurso, mas a condição foi plenamente dominada por Cairoli nas duas corridas.

A vitória dupla de Cairoli apaga a lembrança do ano passado. Em 2012 o italiano não completou nenhuma das duas baterias, deixando a Suécia sem acrescentar qualquer ponto à classificação. "Ano passado tive uma das piores corridas da minha carreira, mas, este ano, uma das melhores, com minha vitória de número sessenta" destacou o piloto.

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Dezoito vitórias em vinte baterias. Retrato da supremacia de Jeffrey Herlings na categoria MX2.

Segundo o vencedor da MX1, "tudo correu perfeitamente". Cairoli explicou que não se arriscou muito na classificatória em razão do machucado no joelho, sofrido na etapa passada (Grande Prêmio da Itália). Porém, afirmou que pilotou bem ontem, o que resultou no holeshot e no domínio das corridas.

Ken de Dycker terminou em segundo com a combinação dos resultados (4º e 2º) e Clement Desalle em terceiro (3º e 3º). Desalle beneficiou-se da penalização de Tommy Searle, que recebeu a bandeira quadriculada em terceiro, mas foi punido em dez posições por não obedecer a uma bandeira amarela. Segundo Searle, o fiscal estava posicionado no lugar errado, dificultando a visualização.

Diferentemente de Cairoli, Jeffrey Herlings enfrentou bastante incerteza ao longo da etapa e contou com apoio do companheiro de equipe, Jordi Tixier, para manter a supremacia na MX2. Herlings caiu na primeira volta da primeira bateria e retornou na vigésima primeira posição. Imprimiu ritmo acelerado e, na sexta volta, já era oitavo. Terminou em terceiro na primeira bateria, em corrida vencida por Christophe Charlier, com Jake Nichols no segundo posto.

Assim, para manter a hegemonia, Herlings precisava vencer e contar com que Charlier terminasse no máximo em terceiro. E este era o destino da prova. Herlings fez seu papel, cruzando a linha de chegada em primeiro, enquanto Tixier manteve-se à frente de Charlier.

Suzuki Racing

Clement Desalle enfrentou dificuldades para encontrar boas linhas na primeira bateria.

"Consegui reagir após a queda na primeira bateria, mas precisava contar com meu companheiro de equipe" disse Herlings após a primeira vitória na Suécia. Resultado geral na MX2: Herlings em primeiro (3º e 1º), Christophe Charlier (1º e 3º) em segundo e Jordi Tixier (4º e 2º) em terceiro.

Com o resultado, a KTM segue na ponta entre as fábricas, somando 476 pontos. Na MX1 Antônio Cairoli ampliou a liderança, agora com 467 pontos. Gautier Paulin continua em segundo, com 398 pontos. Jeffrey Herlings soma 492 pontos, vantagem tranquila perante o segundo na tabela Jordi Tixier, com 363 pontos.

A décima primeira etapa do Mundial de Motocross, o Grande Prêmio da Letônia, ocorre em 7 de julho, na cidade de Kegums.